Terminando nosso especial sobre os maiores goleiros do futebol latino recente, fechamos com um goleiro que gerou muita polêmica no futebol do continente sulamericano. Hoje retrataremos nada mais que Roberto Rojas, apelidado como “El Condor”.


Rojas começou a se destacar ainda na década de 80 pela sua elasticidade e agilidade, impedindo gols que tinham claramente como destino as redes. Na Copa América de 1987, disputada na Argentina, Rojas fechou o gol no jogo contra o Brasil, e foi eleito o melhor goleiro do torneio, despertando interesses de grandes times europeus, como o Real Madrid. Naquela época, o goleiro defendia o gol do Colo-Colo do Chile, onde já havia sido compeão chileno por duas vezes. No Chile já era considerado um dos melhores goleiros de toda história do futebol chileno. No mesmo ano, Rojas se transferiu para o Brasil, adquirido pelo São Paulo F. C, onde foi campeão paulista de 1987 e 89.



No ano de 1989, disputando as eliminatórias para a Copa do Mundo de 90, Rojas jogou seu último jogo como jogador profissional no Maracanã. O Chile precisava ganhar do Brasil de qualquer jeito, o empate classificaria a seleção brasileira. Durante as eliminatórias, a seleção chilena reclamava de favorecimento ao futebol canarinho. Somente uma seleção classificava por grupo. O Estádio Nacional do Chile havia sido interditado por causa de uma garrafa arremessada no gramado, com isso teria que disputar o jogo contra a Venezuela na Argentina. A Venezuela, era uma seleção muito fraca, onde as demais seleções ganhavam de três a zero jogando na Venezuela e seis ou sete jogando em casa. Era um jogo importante pois o saldo de gols era o que importava naquele jogo. O resultado do jogo disputado na Argentina foi de cinco a zero para o Chile, mas um resultado de oito a zero, faria o Chile entrar com a vantagem do empate no Maracanã.


Como vencer um monstro futebolístico chamado Brasil, em pleno Maracanã lotado? João Havelange, presidente da FIFA, veio da Suíça para acompanhar o jogo. Isso seria uma pressão a mais para os jogadores chilenos, além é claro de Romário e Careca. Aquela geração de jogadores chilenos, era tida como a melhor depois de várias décadas.



Aos vinte e dois minutos do segundo tempo, o fato que mudou a vida deste goleiro, ou melhor, mudou a vida de uma geração de futebolistas chilenos, já que o Chile ficou proibido de jogar a Copa do Mundo de 1990 e 1994, só retornando na eliminatórias para a Copa de 1998. Das arquibancadas do Maracanã um sinalizador cai no gramado, ao lado do goleiro Rojas, o mesmo cai no chão, com as mãos no rosto e minutos depois a câmera foca o jogador todo ensangüentado. A seleção chilena se retira de campo, por falta de segurança e se auto-proclama classificada para a Copa do Mundo de 1990. Se uma garrafa no gramado rendeu a interdição do estádio chileno, logo, um fato como este merecia uma punição exemplar ao Brasil e ao Maracanã.



Nos dias seguintes em Santiago, o clima anti-brasileiro era notório, embaixada apedrejada, centro cultural brasileiro danificado e todo clima de favorecimento da FIFA ao futebol brasileiro. Foi quando Rojas, após alguns dias em silêncio resolveu falar a verdade e contou a trama. O melhor goleiro do futebol chileno, entregou que tudo foi planejado, com isso, o médico, o técnico e o arqueiro nunca mais puderam trabalhar como profissionais. O capitão do time, Astengo, foi suspenso por 4 anos. No país, uma divisão de sensações, muitos criticaram severamente o goleiro. Outros, diziam que ele foi usado no episódio.


Rojas não se sentia mais a vontade no Chile, não tinha mais vontade de sair nas ruas, caiu em depressão e resolveu se mudar para o Brasil, onde Telê Santana lhe ofereceu um emprego de treinador de goleiros no São Paulo F.C. Depois de muitos anos ausente do Chile, ele voltou a jogar futebol, no Estádio Nacional, na despedida de Ivan Zamorano. O goleiro foi aplaudido de pé em sua entrada no gramado. Isso mostrou para muitos, que um lance infeliz em sua vida, não apagou da memória tudo que já havia feito para o futebol daquele país. Hoje Rojas é treinador de goleiros do Sport Recife.

Substituto de Lev Yashin, o russo aranha negra, considerado o melhor goleiro do mundo de todos os tempo. Esse foi peso dado para o uruguaio Mazurkiewicz em 1971, durante o jogo de despedida de Yashin. O goleiro homenageado cedeu seu posto de guarda metas no segundo tempo, para o então jovem goleiro de 26 anos.

Mazurka, como ficou conhecido, começou sua carreira no pequeno Racing Club de Montevideo. Com atuações muito seguras e boa saída do gol, logo despertou atenção dos dirigentes do Penharol, na época, um dos melhores times do mundo. Sua estréia na equipe carbonera , foi na semi-final da Copa Libertadores de 1965, no jogo de desempate na Argentina. Pela frente, nada menos que o Santos de Pelé. O Penharol venceu a partida por 2 a 1 e a partir de então, Mazurka não perdeu a titularidade.

Em 1966, foi campeão da Copa Libertadores jogando contra o River Plate e campeão mundial contra o poderoso Real Madrid. Neste mesmo ano, o arqueiro ganhou uma chance na seleção uruguaia que disputaria a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. A seleção charrua fez uma ótima Copa, mas com abritragens suspeitas, Uruguai e Argentina cairam frente Alemanha e Inglaterra.

Na copa seguinte, em 1970, mais uma vez o Uruguay fez ótima campanha, caindo nas semi-finais frente ao Brasil de Pelé. Pelé novamente estava no caminho de Mazurka, desta vez, os dois imortalizaram um lance plástico, onde Pelé foi lançado em velocidade, Mazurka saiu do gol para fechar o angulo de Pelé, para surpresa de todos, Pelé deixou a bola passar em suas costas, fazendo com que a bola cruzasse a frente do goleiro e pegou nas costas do guarda-metas. Na finalização, Pelé chutou e a bola passou triscando a trave. No final, o lance entrou para a história, Pelé foi eleito o melhor jogador do mundial e Mazurka o melhor goleiro.

Em 1971, Mazurka se transferiu para o Atlético Mineiro, onde conquistou o campeonato brasileiro pelo Galo. Em 1974 foi jogar no futebol espanhol. Seu retorno para a América so Sul, ocorreu no América de Cali, e posteriormente encerrou sua carreira jogando pela equipe carbonera novamente.

Após sua aposentaria, Mazurka atuou como preparador Físico no Rancing Club de Montevideo e treinador de goleiros no Penharol, onde trabalha até os dias de hoje.

Um escorpião. Essa foi a melhor definição para uma defesa que entrou para a história do futebol mundial e ficou imortalizada. A jogada ocorreu em 1995, no lendário estádio de Wembley, na Inglaterra. O jogador inglês Jamie Redknapp tentou surpreender o arqueiro colombiano, chutando de perto do meio campo. O goleiro, para debochar da jogada, resolveu arriscar um malabarismo para executar a defesa. A jogada é feita com o goleiro jogando seu corpo adiante e no momento em que esta no ar, ele chuta a bola com a sola do pé, quase acertando suas costas. A jogada foi repetida algumas vezes, como no jogo de despedida de Diego Maradona.


Somente Higuita e Leônidas da Silva, inventor da bicicleta, fariam com que alguém fizesse sua apresentação, descrevendo um movimento que ficou marcado eternamente na memória dos fãs deste esporte. Além da contribuição artística, outro fato que merece destaque é que o congresso técnico de Coverciano em 1990, foi decidido que estava proibido o uso das mãos pelo goleiro, após a recuada de bola por um jogador de linha. O arqueiro teria que necessariamente usar os pés. Isso ocorreu porque Higuita jogava como uma espécie de goleiro linha, sendo o líbero do seu time, fazendo com que a maioria das jogadas do seu time passasse por ele. Era comum também o goleiro bater faltas, armar o time e ser o último homem da defesa.


Higuita é tido por muitos como um jogador ícone, que marcou uma ótima fase do futebol colombiano juntamente com Freddy Rincon, Valderrama, Asprilla e Valencia. Durante a carreira, anotou 57 gols, o terceiro maior goleiro artilheiro do mundo. Pela seleção colombiana jogou 64 vezes e anotou 3 gols. Defendendo clubes, Higuita chegou a duas finais da Copa Libertadores defendendo o Atlético Nacional. Foi campeão em 1989 nas disputas de pênaltis contra o Olímpia do Paraguai. Naquela decisão, Higuita defendeu a penalidade decisiva. Em 1995, perdeu a final para o Grêmio de Porto Alegre.


Hoje o ex-goleiro se trata de uma recente doença, a toxoplasmose. Essa doença é transmitida pelos animais e geralmente é transmitida para os seres humanos por ingestão de alimentos ou água contaminada com o parasita Toxoplasma gondii.

Rodolfo Rodriguez começou a carreira no Cerro do Uruguay.. Em dois anos de sucesso no pequeno time, se transferiu para o Nacional de Montevideo, um dos melhores times do mundo naquele época. Foi quando começou sua fama internacional. No Bolso, ganhou três campeonatos uruguaios, uma Copa Libertadores e campeonato mundial interclubes.


Títulos e atuações que o levarou a celeste. No Brasil, ficou conhecido na Copa Oro de 1981. O torneio foi organizado pela Federação Uruguaia para celebrar o cinqüentenário da conquista da Copa de 1930. Todas as seleções campeãs do mundo participaram, mais a Holanda que entrou como convidada.


A final do torneio, disputada entre Uruguai e Brasil, foi disputada em dois jogos. No promeiro jogo em Motevideo, vitória celeste por dois a zero. No segundo jogo, disputado em Salvador, empate em um a um. Nesta partida Rodolfo Rodriguez fechou o gol, anulando qualquer possibilidade de gols dos atacantes brasileiros. No ano de 1983, conquistou a Copa América.


Sua transferência para o Santos, em 1984, veio coberta de muitas polêmicas. Primeiro que o valor pago de US$120.000, era considerado muito alto para as transações que envolviam goleiros naquela época. Como o clube praiano não tinha todo este dinheiro, o maior jogador do mundo, Pelé, financiou a transferência com dinheiro do seu próprio bolso.


Logo no seu primeiro campeonato o goleiro virou ídolo. No dia 14 de Julho de 1984, em um jogo a noite, na Vila Belmiro, contra o América de São José do Rio Preto, Rodolfo Rodriguez fez uma seqüência de 5 defesas a queima-roupa, inclusive deitado no chão, com o gol aberto para arremate. O lance virou referência sobre milagres de um arqueiro. O saldo do milagre foi um dedo mínimo quebrado e o nome gravado na história do futebol. O atacante Tarcísio, do América, chegou a afirmar no final do jogo que Rodriguez era maior que o gol naquele lance. Neste mesmo ano, a conquista do campeonato paulista de 1984 coroa sua passagem pelo futebol brasileiro.

Oscar Cordoba foi um goleiro colombiano que fez sucesso no futebol argentino Goleiro com atitude, começou sua carreira em um modesto clube chamado Selecion Valle. Logo foi chamado para as seleções de base da Colombia e despertou interesse do Atlético Nacional de Medellin.

Após jogar por várias equipes colombiana, despertou para o cenário sulamericano no ano de 1996 defedendo o gol do América de Cali, vice-campeão da Copa Libertadores da América daquele ano. No ano seguinte ,se transferiu para o Boca Junior, onde chegou ao auge de sua carreira. Defendendo o arco da equipe portenha, Cordoba conquistou enumeros títulos nacionais e internacionais, destaque para o bi-campeonato da Copa Libertadores em 2000 e 2001, sendo campeão mundial em 2000, quando o Boca Juniors bateu o Real Madrid na grande final.

No ano de 2001, foi eleito pela IFFHS, o segundo melhor goleiro do mundo, perdendo somente para Oliver Kahn, mas superando grandes goleiros como Buffon e Barthez. Após sua passagem pelo Boca Juniors, o jogador rodou pela Europa em equipes da Italia e Turquia, até etornar a Colombia.

Na seleção colombiana, Cordoba conquistou o título da Copa América em 2001. O jogador também fez parte do grupo das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, quando a seleção do seu país ganhou da Argentina, pela última rodada das eliminatórias, em pleno Monumental de Nunhes, por 5 a 0, obrigando a seleção argentina a disputar a repescagem para obter uma vaga para o mundial. O goleiro disputou duas Copas do Mundo, 1994 e 1998, nas duas a Colombia caiu ainda na primeira fase.

Hoje, com 39 anos, após anunciar sua aposentadoria 2 anos atrás, o goleiro voltou a atrás na decisão e defende da meta do Millionarios da Colombia. O jogador resolveu voltar ao time, para apagar uma má impressão deixada no clube antes de sair para o futebol argentino.

Chilavert foi conhecido como um goleiro emblemático, polêmico, que marcou história tanto no futebol argentino, paraguaio como mundial. Por muitos anos foi o maior goleiro artilheiro do mundo, perdendo seu posto em Agosto de 2006, quando foi superado por Rogério Ceni.

Chilavert começou a carreira no Deportivo Luquenho. Também teve uma curta passagem pelo Guarani do Paraguai, onde conquistou o campeonato nacional em 1984. Posteriormente foi para o San Lorenzo, até se destacar e conseguir uma transação para o Real Zaragoza. Sua carreira deslanchou quando voltou para o futebol argentino, defendendo o gol do Vélez Sarsfield, onde conquistou o torneio clausura 92-93 e também a Copa Libertadores e Mundial de 1994. A partir deste título, sua carreira foi repleta de conquistas até 1998, conquistando torneios nacionais e copas sulamericanas.

Em 1999, Chilavert entrou para a história ao fazer 3 gols em uma mesma partida, contra o Ferro Carril, quando seu clube goleou por 6 a 1. Durante toda a carreira o goleiro-artilheiro fez 62 gols, sendo 41 em cobrança de pênaltis. Ainda nas conquistas pessoas, Chilavert foi eleito, pela IFFHS, 3 vezes o melhor goleiro do mundo, nos anos de 1995, 1997 e 1998.

Na seleção paraguaia foram 8 gols em 74 partida. Disputou duas copas do mundo, em 1998 e 2002, onde a seleção de seu país não conseguiu passar das oitavas de finais, caindo frente a França e Alemanha respectivamente.

Sua carreira também foi marcada por polêmicas, principalmente com jogadores brasileiros. O goleiro chegou a cuspir no rosto do lateral Roberto Carlos ao final de uma partida das eliminatórias para a Copa de 2002. Sua opinião sobre o goleiro Rogério Ceni também já ganhou destaque na imprensa. Ele se auto-denonima o maior goleiro artilheiro do mundo, uma vez que alega que Rogério Ceni jogou mais partidas por um time de ponta, com isso o paraguaio perdeu chances de bater faltas e pênaltis jogando por times menores. Outro ponto que o ex-jogador destaca sempre que possível, é que fez gols pela seleção de seu país, fato que Rogério Ceni ainda não conseguiu.

Neste artigo trataremos de um dos melhores goleiros da história do futebol sulamericano. Ubaldo Fillol teve vários apelidos como Super-Homem, Homem Biônico, Monstro Verde, mas ao final de sua carreira, ficou conhecido como Pato, ou apenas Fillol.

Goleiro com muito reflexo e boa reposição de bola, começou a carreira pelo pequeno Quilmes, em 1969. Após 3 anos já se destacava defendendo a meta do Racing, um dos grandes times daquela época. No time de Alvellaneda, se destacou defendendo 6 pênaltis em uma única temporada, recorde argentino.

No River Plate ganhou 3 campeonatos argentinos, garantindo destaque continental e uma vaga na seleção. Disputou 3 mundiais, mas foi na Copa do Mundo de 1978 o ápice de sua carreira, onde a Argentina ganhou o mundial, em casa, e ainda foi eleito o melhor goleiro do mundo. Foi sacado das eliminatórias da Copa do Mundo de 1986 no México pelo técnico Carlos Bilardo, que por muitos foi tido como mal agradecido por tudo que o goleiro representou para aquela seleção.

No Brasil, Fillol defendeu o Flamengo de 1983 até 1985, conquistando uma Taça Guanabara em 1984. Teve também uma passagem de 3 temporadas pelo Atlético de Madrid. Retornando ao Racing em 1988 e ganhando a primeira edição da Supercopa Sulamericana, torneio que reunia os campeões da Copa Libertadores.

Fillol parou de jogar aos 41 anos, pelo Vélez Sarsfield. A partida de despedida foi contra o clube que mais visibilidade deu ao jogador, o River Plate. Justo em seu jogo de despedida, um pênalti traçaria o destino final do jogador nos gramados. Pênalti este, mais uma vez defendido por Pato. Após a defesa, o jogo ficou paralisado e os jogadores que estavam em campo deram uma volta olímpica com o arqueiro. Foi quando em todos os meios de comunicação argentino, o elegeram como o melhor goleiro argentino de todos os tempos.

Hoje, o Pato é treinador de goleiros da seleção argentina e desde 2008 existe um troféu para o aqueiro menos vazado na Argentina. O nome do prêmio não poderia ser outro. Premio Ubaldo Matildo Fillol.

Estaremos lançando neste mês de setembro uma série de posts sobre goleiros latinos que fizeram a história recente do futebol. Começamos com um goleiro paraguaio que jogou por diversos times brasileiros na década de 90.

Roberto "Gato" Fernández Bonillo, ou somente Gato Fernandez, começou sua carreira no pequeno River Plate de Assuncion, do Paraguai, mas logo chegou ao Cerro Portenho. O jogador se destacou por sua postura e carisma em campo. Sua qualidade técnica o levou a seleção do seu país. Defendendo a seleção paraguaia, disputou a copa do mundo do México, em 1986, onde defendeu um penalti a favor da seleção local cobrado pelo maior ídolo mexicano naquela época, Hugo Sanches. Garantindo o empate em 1 a 1, resultado que colocou a seleção na segunda fase da competição.

Ao todo foram 78 participações no selecionado. O grande título de Gato Fernandez foi a Copa América de 1979, sendo um dos jogadores mais importantes do torneio, ao lado de Romerito e Cabañas.

No Brasil, o goleiro defendeu vários times, entre eles Flamengo, Internacional e Palmeiras. No time gaúcho foi campeão da Copa do Brasil de 1992. Já no Palmeiras, disputou a Copa Libertadores da América em 1994.

Gato Fernandez encerrou seu ciclo na seleção paraguaia nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990, jogo disputado contra o Equador.

Hoje, o jogador assessora a carreira de seu filho, Roberto Junior Fernandez, goleiro contratado recentemente pelo atual campeão da Libertadores da América, Estudiantes de la Plata.




Pancadaria no clássico boliviano entre Blooming e Oriente Petrolero.(24/08) O resultado nesta ocasião ficou em segundo plano, o "jogo" terminou empatado em 2 a 2. O agressor, responderá criminalmente. Sergio Jáuregui, do Blooming também é zagueiro da seleção boliviana. O jogador agredido, o uruguaio Medina continua internado.

No último dia 13 de Agosto, uma equipe uruguaia debutou em torneios internacionais. O Liverpool Futbol Cub, time da primeira divisão do futebol uruguaio, enfrentou o Cienciano do Perú pela Copa Sulamericana.

Fundado em 1915 na cidade de Montevideo, por alunos do Colégio de los Padres Capuchinos de Nuevo París, o nome veio em homenagem a equipe inglesa. Outra versão, contada por historiadores do futebol uruguaio, dizem que o nome da equipe surgiu devido a localização do maior porto inglês naquela época. A cidade de Liverpool, era a cidade inglesa mais conhecida em Montevideo. As cores azul e preto são homenagens aos vitoriosos times uruguaios daquela época, Defensa e Titán.

Em 1920 a equipe conseguiu ótima colocação no campeonato local, quando conquistou o quarto lugar, atrás de Nacional, Penharol e Wanderers. Na década de 70, a equipe fez uma excursão pela europa, no qual disputou 12 partidas, conquistando 3 vitórias, dentre elas, uma goleada contra o Werder Bremen por 4 a 1 e um suado trunfo contra o Sevilla. Outro resultado comemorado na época foi o empate contra o Atlético de Madrid.


O estádio do Liverpool, chamado de estádio Belvedere, localizado na calle Julián Laguna, tem capacidade para 8.000 pessoas. Um fato histórico, com direito a placa, ocorreu em 1910, quando a seleção uruguaia, disputou o primeiro jogo com a famosa camisa celeste.

As principais conquistas do Liverpool foram 3 títulos da segunda divisão uruguaia. No ano passado, a equipe voltou a igualar o feito de 1920 e terminou o campeonato uruguaio em quarto lugar, posição que deu direito a disputa da Copa Sulamericana. Retornando ao jogo da semana passada, o placar ficou zero a zero, com 12 chances de gol criada pela equipe charrua. Agora, na altitude de Cuzco, os uruguaios buscam marcar seu nome da história deste clube.


Um dos melhores jogadores do futebol boliviano. Essa é a definição simples que muitos analistas esportivos falariam de “el diablo”. Muitos brasileiros lembrarão da histórica derrota nas eliminatórias de 1993, quando a seleção canarinho conheceu sua primeira derrota em toda história da competição. Foi ele o autor do gol, a dois minutos do fim, que abriu caminho para colocar a seleção boliviana na Copa dos Estados Unidos.

Etcheverry, foi muito mais que isso. Além de referência no futebol de seu país, foi um cigano do futebol latino. Jogou por equipes bolivianas, equatorianas, colombianas e chilenas. Teve também uma rápida passagem pelo futebol espanhol, onde defendeu o Albacete. Seu ponto mais alto na carreira, foi disputando a Major League Soccer, nos Estados Unidos. Praticando o soccer, foi eleito no ano de 1998, o melhor jogador do campeonato, jogando pelo DC United. Lá, conquistou 3 títulos, fez 34 gols e mantém até hoje o record de assistências, 101. Sua estadia em gramados norte americanos durou longos 8 anos.

Pela seleção boliviana, foram 71 jogos, 13 gols marcados, mesmo atuando como meio campo, e participação em uma Copa do Mundo. O atleta disputou o torneio máximo de seleções em 1994, onde foi expulso logo no primeiro jogo contra Alemanha, aos 4 minutos de jogo. Uma entrada violenta no adversário, abreviou sua passagem na copa daquele ano.

No ano de 2006 encerrou sua carreira em um jogo festivo em Santa Cruz de la Sierra, onde reuniu os jogadores da seleção que derrotou o Brasil nas eliminatórias de 1993, mais algumas estrelas do futebol latino como José Luís Chilavert, Carlos Valderrama, Alex Aguinaga, Fernando Gamboa entre outros.

Com 109 gols na carreira e passagem por 10 clubes diferentes, o jogador foi um ícone, marcando toda uma geração. Assim como os jogadores Higuita (Colombia), Del Solar (Perú) e Hugo Sanchez (México), escreveu seu nome na história defendendo a seleção de seu país. Em 2008, começou a carreira de treinador na equipe do Oriente Petroleiro. Atualmente é diretor técnico do time Aucas, do Equador, que disputa a segunda divisão local. El diablo tenta tirar a equipe de sua maior crise, após parceria mal feita com a empresa Sports Led Media.


Desde o ano passado, é disputado no Japão, a Copa Suruga. Jogo único entre o campeão da Copa Sulamericana e o campeão da J-League. Este ano, o Internacional de Porto Alegre consquistou mais um título para sua galeria. 2 a 1. Gols de Andrézinho e Alecsandro.

DE QUE TIME É ESTA CAMISA?


Fundado em 4 de Agosto de 1905, por jovens, em sua maioria estudantes universitários, o Club Atlético Estudiantes, nascia para ingressar uma acirrada liga, que disputavam clubes como, Quilmes Athletic, Belgrano, Lobos, San Isidro, Porteño, Reformer, Barracas, San Martín e Nacional. A equipe mais vitória desta liga, se chamava Alumni, formada principalmente por estudantes da English High School. Por este motivo, os fundadores decidiram em 1906 que o uniforme do time seria de listas brancas e vermelhas em homenagem ao maior ganhador dos torneios de futebol amador naquele país, o Alumni.

A equipe surgiu por desacordo entre jovens que freqüentavam o Gimnasia y Esgrima. Em 1935, uma união com o Club Social de La Plata, fez com que o nome definitivo do clube seria Club Estudiantes de La Plata.

A primeira grande conquista do Estudiantes, foi o campeonato metropolitano de 1967, onde quebrou a hegemonia dos 5 grandes (Boca, River, San Lorenzo, Racing e Independiente), que desde 1931 se revezavam nas conquistas. Neste ano, começava a brilhar a equipe mais vencedora de toda a história do clube. No ano seguinte, conquistou a Copa Libertadores em sua primeira participação, derrotando o Palmeiras em melhor de 3 jogos. O duelo decisivo foi realizado no estádio Centenário, quando os argentinos venceram por 2 a 0. Gol decisivo anotado por Juan Ramon Veron, la bruja. A final do mundial de clubes seria disputada contra o Manchester United. O clima era de muita rivalidade, tratava-se de uma disputa entre dois países com muita disputa naquela época. A Inglaterra acabará de ser campeã mundial, em 1966. Na primeira partida, em La Plata, vitória da equipe de Bilardo e Veron por 1 a 0. No jogo de volta, em Manchester, a equipe conseguiu um empate por 1 a 1, gol novamente de la bruja. Com a vitória, o Estudiantes, foi a única equipe de fora da Inglaterra a dar a volta olímpica em pleno Old Trafford.

No ano seguinte, também conquistou a Copa Libertadores, derrotando o Nacional de Montevideo nos dois jogos decisivos. Na final do mundial, o adversário desta vez seria o Milan. No primeiro jogo na Itália, vitória da equipe rossonera, por 3 a 0. No jogo de volta, o Estudiantes conquistou uma vitória sofrida por 2 a 1, em um jogo muito tumultuado, com muitas jogadas violentas, vários jogadores expulsos, inclusive, 3 jogadores argentinos presos por agressões contra os jogadores italianos. Em 1970, novamente o clube foi campeão da Copa Libertadores, derrotando desta vez o Penharol em La Plata por 1 a 0. No jogo decisivo em Montevideo, empate heróico em 0 a 0. Histórico tricampeonato para o Estudiantes. O adversário desta vez no torneio intercontinental seria o Feyenoord, da Holanda. No jogo da Argentina, empate em 2 a 2. No jogo em Amsterdan, vitória da equipe da casa por 1 a 0.

A história do Estudiantes de La Plata é formada por amor, ideais e principalmente por dificuldades. Por este motivo a frase histórica de Osvaldo Zubeldía, técnico do super-time tricampeão da Copa Libertadores, ecoa no ouvido de todo pincha. “A la gloria no se llega por un camino de rosas..."

Dudo que exista una frase mas acorde a la historia y al presente de este Estudiantes de La Plata Campeon de 50º Edición de la Copa Libertadores. Sacrificio permanente, sufrimiento, lesiones, jugar algunos partidos sin hinchas visitantes con lo que ello implica para el "pincha", arbitros que a veces quieren robarle la ilusión a la gente, etc. La conquista del ultimo titulo no es casualidad. Tampoco lo es la manera en que lo obtuvo. Solo hay que revisar la historia y detenerse en la filosofia que acompañó a los protagonistas de esta Institución, al trabajo constante, al estudio de los rivales, a superar todo obstáculo que se presente en el camino sin importar quien, como, cuando ni nada.

Siempre para adelante, siempre "solos contra todos", siempre con el mundo en contra por la fama de "antifutbol" y por no pregonar el "futbol marketing". Calladitos, ordenados, humildes. NUNCA FESTEJANDO ANTES DE TIEMPO. Siempre ganando dentro de la cancha, con la Garra de Leon, con el Corazon en la mano, pero dejando la vida en la cancha. Todo por la camiseta, por la historia, por los que hicieron grande al club y con el claro mensaje para los jovenes que vendrán a tomar la posta.

No es casualidad que esta generación de Verón y Calderón sienta el deber de transportar los valores del club que heredaron de los Malbernat, Bilardo y J.R. Verón. Estudiantes es una Gran Familia. No es cuasualidad que Juan S. Veron haya resignado contrato millonarios y la posibilidad de jugar en los clubes mas grandes del Mundo para venir a conseguir la gloria con el club de su vida. No es casualidad que cuando los rivales se sienten campeones antes de tiempo como Cruzeiro en esta oportunidad, como Boca Juniors en el Torneo Apertura 2006, Estudiantes se agiganta y el Leon muestra las garras.

Nada es casualidad. Estudiantes es trabajo, sacrificio, humildad y coraje. Como lo fue en las decadas del 60/70 conquistando todo, como lo fue en el 82/83 mostrando la base tactica de Argentina Campeon del mundo 1986 de la mano de Bilardo, como lo fue en 2006, como lo es hoy 2009.

Siempre debemos tener bien presente la historia entrañable que hizo caer las lagrimas de nuestros abuelos, padres y amigos. Todo lo que nos renueva dia a dia un compromiso con el club que es innato. Nunca debemos bajar los brazos cuando nos den por vencidos, nunca debemos olvidar al maestro Osvaldo Zubeldía al decir ..."A la gloria no se llega por un camino de rosas"...


Texto enviado pelo nosso leitor argentino José Paternal.


A equipe de La Plata, orquestrada por Brujita Veron, cala 65.000 pessoas no Mineirão e vence por 2 a 1 de virada.


A Liga Deportiva Universitaria de Quito conquista seu primeiro título da Recopa Sulamericana, ao bater o Internacional por 3 a 0, ontem no Equador. Gols de Espínola, Bieler e Vera.


Com dois erros do arbitro Grabriel Brazenas, o Velez sagrou-se campeão do torneio Clausura 2009 ao derrotar o Huracan por 1 a 0. O periódico esportivo OLÉ não perdeu a chance de ironizar a atuação do arbitro.


Para encerrar nosso mês de Junho, onde passeamos pelo futebol chileno, vamos falar de um clube, fora da cidade de Santiago. mas muito conhecido dos brasileiros, principalmente da torcida do Flamengo. Trata-se do Cobreloa, da cidade de Calama. O nome do time se deve a junção da palavra Cobre, devido as minas deste minério que ficam localizadas na região da Província de El Loa. Com isso o nome de Cobreloa. O uniforme da equipe é laranja, também devido a cor do minério.

Fundado em 1977, o time participa da primeira divisão chilena há exatos 32 anos. Com oito títulos de campeão chileno, a equipe é a quarta maior ganhadora. Somente atrás de Colo-Colo, Universidade do Chile e Universidade Católica. Seus jogos são disputados no estádio municipal de Calama, com capacidade para 20.000 pessoas. A equipe disputa o chamado clássico do cobre com o Cobresal. Na segunda região, o Cobreloa disputa um clássico de muita rivalidade com Deportes Antofagasta
. Mas o rival que mais gerou disputas inesquecíveis é o Colo-Colo. Os dois clubes praticamente dividiram todas as conquistas durante a década de 80, quando o Cobreloa conquistou 4 títulos chilenos e uma Copa Chile.

O time participou de 13 disputas da Copa Libertadores da América, com 2 vice-campeonatos logo nas duas primeiras participações no torneio, em 1981 e 1982, onde perdeu para Flamengo e Penharol respectivamente. No primeiro vice-campeonato, a equipe derrotou equipes tradicionais, como Penharol e Nacional de Montevideo. Em 1982, passou por equipes como Olímpia do Paraguai e Colo-Colo.

Em 1981, encontraria na final o melhor time do Flamengo de todos os tempos, com Zico, Junior, Leandro, Adilio e companhia. No primeiro duelo decisivo no Rio de Janeiro, jogando para 93.000 pessoas no Maracanã, perdeu por 2 a 1. Dois gols de Zico. No jogo de volta em Santiago, o estádio estava lotado, 60.000 pessoas esperavam pela vitória do time chileno. No campo, o Cobreloa conquistou uma vitória suada por 1 a 0, gol de Victor Merello. Com este resultado, seria necessário o terceiro duelo em campo neutro. Montevideo foi o palco escolhido para a decisão. Vitória do Flamengo por 2 a 0 e conquista do inédito título de Libertadores da América pela equipe carioca.

No ano seguinte, a equipe enfrentaria o Penharol na decisão da mística Copa Libertadores. O primeiro jogo das finais foi disputado em Montevideo. O time do Cobreloa era famoso por ser um time muito viríl, com jogadores que entravam duros em todas as jogadas. O resultado foi um heróico empate em pleno estádio Centenário. No jogo de volta em Santiago, o país todo esperava o grande momento para uma equipe chilena se consagrar campeão da Libertadores da América. O Cobreloa jogava bem, tinha domínio do jogo, atacava com muita freqüência o gol uruguaio, mas um contra-ataque mortal, aos 45 minutos do segundo, Fernando Morena, decretou o gol mais sofrido em toda a história da equipe minera.

Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial

Blogger Template by Blogcrowds.